3 de August de 2008

O monocromo não se aplica a você.


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Doze horas atrás eu não sabia dizer o que até agora não sei como. Em uma história sem fim a eternidade é só o prefácio. Agora que tenho todo um mundo em Technicolor e ainda te sinto em meus braços posso dizer que a saudade atemporal finalmente é passado. Efêmera vontade de ser parte do universo, a corporação dos sentimentos intensos, um resquício onírico que não me deixa dormir: já estou sonhando.

25 de April de 2008

As melhores coisas da vida.


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21 de April de 2008

Primeiro post? Até parece.


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A enorme quantidade de livros de auto-ajuda que cobrem as prateleiras da maioria das livrarias não me surpreende. Não duvido que seus autores estivessem, à princípio, tentando escrever romances, poesias ou qualquer gênero literário que exija um mínimo de criatividade.

O processo criativo pode ser muito cruel. Imagino que em algum lugar entre a primeira e a centésima página de um livro qualquer, o autor se viu em uma posição onde o asco por toda a sua obra se tornou tão absurdamente insuportável que o apertar do botão “delete” ou a lixeira ao lado da escrivaninha pareciam a saída mais óbvia para todo o desconforto em ser o autor daquelas frases seqüenciais que uma vez desejaram ganhar uma encadernação digna e receber o título de livro. É então que o autor sucumbe ao chamado e desiste.

Para alguns o processo deve ser um pouco mais traumático, de tal forma que o autor sente um vazio por não ter sido capaz de realizar algo que propusera à si.

A soma de suas frustrações e o desejo de ser um autor o levam à semanas de rabiscos intensos; o indivíduo se torna anti-social e é constantemente visto dando risadinhas histéricas pelos cantos e, voilá, nasce um volume compacto de páginas conhecido muito bem por mulheres solteiras e homens desempregados: o livro de auto-ajuda.

Se isso parece arbitrário como tema de um primeiro post, é porque eu entendo essa sensação. Há vários anos que tento escrever: dezenas de livros e roteiros para curta-metragens que sempre terminam me fazendo sentir a pessoa mais idiota do planeta. Mas não escrevo livros de auto-ajuda, escrevo blogs. Criei e apaguei vários blogs, tentei até acompanhar notícias sobre “Cultura Pop” durante uns meses, mas não é o que quero.

Então, mais uma vez, crio um blog, um laboratório. Tenho várias idéias que, durante os próximos meses, tentarei colocar em prática e, como é educado que o primeiro post publicado seja uma apresentação, este sexto primeiro post serve para isso… E para criticar os livros de auto-ajuda.